Imprensa

23.09.2021

Instituições de ponta impulsionam setor de TICs no Estado

Diário do Grande ABC – 23/09/2021

 

Diversos fatores vêm assegurando o desenvolvimento das empresas do setor de Tecnologia de Informação e Comunicação (TICs) na economia paulista. Segundo a análise de técnicos estaduais, essa tendência deverá seguir firme nos próximos anos. Colaboram para esse avanço especialmente a concentração de instituições de ensino de ponta no território paulista, uma vez que quatro dos principais cursos de ciência da computação no Brasil localizam-se no Estado. Além disso, São Paulo abriga cursos técnicos de capacitação, qualificação profissional e treinamento de mão de obra, além de empresas líderes do setor de TICs, nacionais e multinacionais e suas filiais. No Interior do Estado, o destaque nesse campo é para Campinas, São Carlos e São José dos Campos, sedes dos principais institutos tecnológicos do país.

Quanto vale

Estudo inédito, resultado da parceria entre a Fundação Seade e o Cetic.br/NIC.br, mensura o peso do setor de Tecnologia de Informação e Comunicação na geração de riqueza medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de São Paulo. Segundo o levantamento, a participação do Valor Adicionado do setor de TICs no VA da economia paulista, em 2018, atingiu 5,6%, equivalente a R$ 103,5 bilhões. Entre 2002 e 2018, a participação do VA paulista no total do setor no Brasil passou de 42,4% para 50,3%. ?Pode-se afirmar que a complexidade da economia paulista e sua capacidade de ofertar mão de obra especializada na área, combinada com a presença dos principais players ofertantes de TICs no território paulista, definem a importância destas atividades para o estado e sua relevância no Brasil?, conclui o estudo.

Empregos

Outra forma de avaliar a importância das TICs no Estado de São Paulo é comparar o resultado do seu VA com o desempenho de outros setores econômicos. Em 2018, segundo o Seade, a participação do VA das TICs no total do estado foi superior ao peso da construção civil (3,7%), dos serviços de transporte, armazenagem e correios (4,8%) e um pouco mais da metade do total do VA gerado do comércio varejista e atacadista do estado (10,5%).