20 de outubro
Foi a Assembleia Geral da ONU, em 2010, que instituiu 20 de outubro como o Dia Mundial da Estatística. Quem imagina a área – um ramo das matemáticas aplicadas – como distante de sua vida pessoal, relacionada exclusivamente a números, gráficos e tabelas, está bastante equivocado. Para Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, “as estatísticas estão presentes em todos os aspectos da vida moderna. São a base de muitas decisões de governos, empresas e comunidades. Informam sobre as tendências e forças que afetam nossas vidas”, disse em comunicado divulgado pelo Centro de Informações das Nações Unidas.
A Fundação Seade, vinculada à Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de São Paulo, é responsável pelo maior banco de dados estatísticos sociais, econômicos e demográficos do Estado. Segundo Dalmo Nogueira Filho, diretor executivo da instituição, “A estatística é capaz de organizar a informação. Através de uma metodologia própria, ela possibilita a leitura e o entendimento de diversos aspectos da sociedade. Os números se transformam em indicadores, percebemos tendências e, através deles, somos capazes de pensar e elaborar políticas públicas, por exemplo, bem como refazê-las e criticá-las. É uma área muito importante pela concretude que dá a situações muito variadas”.
Como não considerar a taxa de mortalidade infantil, o Produto Interno Bruto, o Índice Paulista de Responsabilidade Social, entre tantos outros indicadores, no momento de se investigar e pensar a respeito de determinado município e/ou grupo social? Questões como “quantas escolas serão necessárias em 10 anos”, “qual será o percentual de idosos e crianças naquela cidade”, “em que faixa etária se morre mais atualmente?” são facilmente respondidas por meio da estatística. E como isso acontece? A partir de amostras representativas que permitem conclusões sobre o conjunto todo.
Margareth Watanabe, diretora adjunta de Metodologia e Produção de Dados do Seade, também fala sobre a importância da área: “As nossas equipes de estatísticos permitiram inovar na construção de indicadores mais representativos da realidade paulista e dos avanços sociais que ocorreram em São Paulo. Possibilitaram também desenhar planos amostrais que tornaram viável a produção de informações relevantes para temas sociais, econômicos e demográficos”. E finaliza parabenizando os profissionais da área: “Como disse Pierre Simon Laplace, ‘É notável uma ciência que começou com jogos de azar tenha se tornado o mais importante objeto do conhecimento humano’”.