Imprensa

12.12.2019

Alesp e Fundação Seade apresentam resultados do IPRS

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – Alesp e a Fundação Seade disponibilizam os resultados do Índice Paulista de Responsabilidade Social – IPRS com os dados definitivos para 2014 e 2016 e os resultados estimados para 2018 com o objetivo de apoiar a gestão municipal de forma mais tempestiva ao final da primeira metade do mandato eletivo (2017-2020).
O IPRS é baseado nos mesmos critérios de desenvolvimento considerados pelo Índice de Desenvolvimento Humano – IDH e reflete a situação dos municípios nas dimensões riqueza, escolaridade e longevidade permitindo o ordenamento dos 645 municípios do Estado segundo cada uma dessas dimensões. Cada uma delas contém indicadores que permitem hierarquizar a posição de determinada unidade territorial (município e Região Administrativa), os quais são expressos em uma escala de 0 a 100. Além disso, a combinação das três dimensões propicia uma tipologia que classifica os municípios em cinco grupos com características similares.
Comparando a situação dos municípios em 2014 e 2018, foram observadas as seguintes mudanças:
• redução do número de municípios vulneráveis – com baixa riqueza, baixa longevidade e baixa escolaridade –, que passaram de 77 para 61, e decréscimo da população residente, diminuindo de 5,5% (2,35 milhões de pessoas) para 4,6% (2,02 milhões de pessoas);
• aumento do número de municípios dinâmicos (de 104 para 112), que geram riqueza e alcançam indicadores médios ou altos nas dimensões escolaridade e longevidade e ampliação da população alcançada, passando de 32,1% (13,7 milhões de pessoas) para 34,0% (15 milhões de pessoas);
• crescimento do número de municípios desiguais, que geram riqueza e apresentam indicadores baixos em pelo menos uma das dimensões de escolaridade e longevidade. Esse grupo passou de 71 para 75 municípios, mas a população envolvida diminuiu de 45,3% (19,33 milhões de pessoas) para 43,6% (19,18 milhões de pessoas);
• ampliação do grupo de municípios equitativos, que apresentam níveis de riqueza baixos, mas indicadores de escolaridade e de longevidade altos e médios. Esse grupo cresceu de 212 para 218 municípios e a população alcançada passou de 9,7% (4,14 milhões de pessoas) para 9,8% (4,31 milhões de pessoas) da população paulista;
• relativa estabilidade do grupo de municípios em transição – com indicadores de riqueza baixa e indicadores de escolaridade e longevidade em polaridades opostas, isto é, baixa escolaridade e alta ou média longevidade ou o contrário. Esse grupo oscilou de 181 para 179 municípios, mas a população envolvida aumentou de 7,4% (3,16 milhões de pessoas) para 8,0% da população (3,52 milhões de pessoas).
Na comparação do período 2016-2018, o Estado de São Paulo manteve estabilidade em 44 pontos no indicador de riqueza. Entre os municípios 39,5% não sofreram variação, 3,9% registraram redução e cerca de 45% tiveram aumento. Destaque para o crescimento acima de 10% desse indicador nos municípios de Planalto (16,7%), Arealva (13,3%), São Luís do Paraitinga (12,5), Alto Alegre (12,5%) e Indiaporã (11,5%).
Na dimensão longevidade, o Estado mostra tendência idêntica e marca de 72 pontos. Pouco mais de um terço (38%) dos municípios apresentaram declínio desse indicador, aproximadamente 12% registraram estabilidade e 50% ampliaram seu valor, é o caso dos municípios de Balbinos, Guzolândia, Mirante do Paranapanema, Pariquera-Açu, Itaporã e Mesópolis.
Já no indicador de escolaridade houve aumento de 2 pontos, elevando-se para 53. Cerca de 80% dos municípios alcançaram variações positivas, 5% apresentaram estabilidade e 15,3% reduziram este valor.
Consulte aqui a íntegra do estudo.