Inserção da População Negra no Mercado de Trabalho

BOLETIM EM PDF ANEXO ESTATÍSTICO GRÁFICOS E ÚLTIMOS RESULTADOS

Novembro 2015 – Diferenciais de inserção de negros e não negros no mercado de trabalho em 2014

Região:   RMSP

Resumo:

As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de São Paulo são passíveis de desagregação por segmentos populacionais, possibilitando um olhar mais atento a diferentes grupos sociais. Em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra, a Fundação Seade e o Dieese vêm realizando anualmente estudos sobre a inserção dos negros1 no mercado de trabalho, no intuito de acompanhar e qualificar os avanços na rota de diminuição da desigualdade entre negros e não negros.2

Este estudo pretende colaborar na identificação de alguns desses aspectos na Região Metropolitana de São Paulo – RMSP. O crescimento econômico da última década tornou possível, juntamente com algumas ações afirmativas, reduzir os diferenciais de sexo e raça/cor, como mostram vários estudos produzidos tanto pela Fundação Seade e Dieese, como por outras instituições que se debruçaram sobre o tema.

Nesse sentido, a recente expansão econômica contribuiu para a redução da diferença entre as taxas de desemprego total de negros e não negros observadas ao longo da PED, iniciada em 1985. Entre 2013 e 2014, a diferença entre suas respectivas taxas diminuiu de 2,6 para 1,9 ponto porcentual, como resultado de comportamentos distintos da taxa de desemprego de negros, que permaneceu inalterada em 12,0%, e daquela referente a não negros, que aumentou de 9,4% para 10,1%, no período.

A participação de negros no total de ocupados cresceu de 35,2%, em 2013, para 37,9%, em 2014. Em relação ao rendimento recebido pelos ocupados, no entanto, o resultado foi menos positivo. O rendimento médio real por hora dos negros permaneceu relativamente estável (0,3%), entre 2013 e 2014, e o dos não negros cresceu 2,9%. Assim, o rendimento médio por hora dos negros (R$ 8,79) passou a representar 63,7% daquele recebido por não negros (R$ 13,80), proporção que era de 65,3% em 2013. Apesar dessa piora, tais valores vêm se aproximando lentamente ao longo dos anos, uma vez que os rendimentos dos negros já chegaram a equivaler a 54,6% dos não negros, em 2002.

 


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