Inserção da População Negra no Mercado de Trabalho

BOLETIM EM PDF ANEXO ESTATÍSTICO 

Novembro 2014 – Os Negros no Mercado de Trabalho da Região Metropolitana de São Paulo: Diferenciais de inserção de negros e não negros no mercado de trabalho em 2013

Região:   RMSP

Resumo:

As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de São Paulo são passíveis de desagregação por segmentos populacionais, possibilitando um olhar mais atento aos diferentes atores sociais e tem sido objeto de diversas análises. Em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra, a Fundação Seade e o Dieese têm realizado anualmente estudo sobre as inserções diferenciadas de negros1 e não negros no mercado de trabalho, no intuito de acompanhar as mudanças e permanências nas desigualdades de inserção no mundo do trabalho.

Maioria entre a população brasileira (50,7%, segundo o Censo Demográfico 2010), os negros ainda são discriminados na sociedade e, por conseguinte, no mercado de trabalho. Este estudo pretende colaborar para a identificação de alguns aspectos dessas desigualdades na Região Metropolitana de São Paulo − RMSP e para a indicação de possibilidades de atuação de políticas públicas que contribuam para a redução das disparidades existentes no mercado de trabalho.

O crescimento econômico da última década, apesar de registrar reduções nas diferenças tanto por sexo como por raça/cor, não foi suficiente para redimir significativamente as desigualdades históricas, como mostram vários estudos produzidos tanto pela Fundação Seade e Dieese, como por outras instituições que se debruçaram sobre o tema.

Nesse sentido, a recente expansão econômica contribuiu para a diminuição dos diferenciais entre as taxas de desemprego total de negros e não negros ao longo do período. Entretanto, entre 2012 e 2013, tal situação não se deu com a mesma intensidade, já que as taxas de desemprego total de negros apresentou redução menor (-3,2%) que a dos não negros (-6,0%). A desigual intensidade desses movimentos fez com que a diferença de suas respectivas taxas passasse de 2,4 para 2,6 pontos porcentuais, no período.

O rendimento médio por hora de negros (R$ 7,98) representava 65,3% daquele recebido por não negros (R$ 12,22), em 2013. Apesar de ainda mostrar grande desigualdade, esse diferencial vem se reduzindo ao longo dos últimos anos: em 2002, os rendimentos dos negros equivaliam a 54,6% dos não negros, passando para 61,6%, em 2011, e para 63,4%, em 2012.

1. O segmento de negros é composto por pretos e pardos e o de não negros engloba brancos e amarelos.

 


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