População Estimada para
o Estado de São Paulo
42.601.316

Inserção Feminina no Mercado de Trabalho

PERFIL DAS FAMÍLIAS
CÔNJUGES NOS CASAIS COM FILHOS

Cônjuges jovens têm maior acréscimo na taxa de participação.
Filhos pequenos influenciam cada vez menos na inserção das cônjuges no mercado de trabalho.
Taxa de desemprego é maior entre as cônjuges jovens com filhos.
Condição de atividade do chefe influencia participação das cônjuges, mas com menor intensidade em relação ao final dos anos 80.
Taxa de desemprego é mais elevada entre as cônjuges jovens com chefes desempregados.
Cônjuges ampliam contribuição no rendimento familiar, mas este apresentou redução no período.

CASAL SEM FILHOS

Cônjuges jovens e adultas sem filhos participam mais do mercado de trabalho e têm maior rendimento que suas pares com filhos.
Cônjuges jovens sem filhos têm taxa de desemprego menor do que a daquelas com filhos.
Condição do chefe no mercado de trabalho influencia pouco a participação da cônjuge do casal sem filhos.
Taxa de desemprego das cônjuges com chefes desempregados é de 28,3%.
Contribuição da cônjuge é maior nos casais sem filhos, principalmente nas famílias adultas

FAMÍLIAS MONOPARENTAIS CHEFIADAS POR MULHERES

Taxa de desemprego quase triplica e sua contribuição no rendimento familiar aumenta.
Chefes das famílias monoparentais têm maior acréscimo na taxa de desemprego.
Rendimento familiar tem maior declínio em virtude do decréscimo da contribuição dos filhos.

MULHERES QUE MORAM SOZINHAS

Mulheres jovens e adultas que moram sozinhas têm maior taxa de participação no mercado de trabalho.
Taxa de desemprego é a menor entre as mulheres analisadas.
Rendimentos das mulheres que moram sozinhas são os mais elevados.

TABELAS
FICHA TÉCNICA
INTRODUÇÃO
BIBLIOGRAFIA
Perfil das Famílias

A análise dos dados da PED aponta, como esperado, as mudanças acima mencionadas na configuração das famílias. No período analisado, observou-se redução da participação das famílias nucleares (de 52,3% para 47,0% do total de famílias da RMSP)11, especialmente associado à queda das famílias com cônjuges jovens, enquanto aumentou a proporção de famílias monoparentais com ou sem parentes (de 11,9% para 16,1%), que ocorre em todas as fases de vida, e unipessoais (de 6,6% para 10,2%).

Tabela 1
Distribuição das Famílias, segundo Tipos
Região Metropolitana de São Paulo
1988/89-2000/01

Em porcentagem

Fonte: SEP. Convênio SEADE – DIEESE. Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED.
(1) Incluem-se as famílias cuja idade da cônjuge ou da chefe não foi declarada.

A maior participação dos arranjos do tipo unipessoal pode ser explicada por dois fatores: de um lado, a ampliação do número de mulheres ou homens jovens morando sozinhos, em grande parte ocupados e com elevada remuneração, quando comparados aos demais arranjos familiares; de outro, o aumento da população mais idosa morando sozinha, em geral inativa e com baixos rendimentos, provenientes, principalmente, de aposentadorias e pensões.

Também observa-se que o número médio de pessoas na família vem diminuindo nas últimas décadas, atingindo 3,41 pessoas em 2000/0112. Esse comportamento é observado para todos os tipos de família, mas seus tamanhos variam, como seria de se esperar, determinado principalmente pela existência de filhos e pelo seu número. O arranjo do tipo casal com filhos continua predominando, seguido pela família monoparental chefiada por mulheres, sendo que na fase adulta (35 a 49 anos), para ambos os casos, é que se encontra o maior número de filhos. Ressalte-se que o número médio de filhos13 nessas famílias passou de 2,4, em 1988/89, para 2,0, em 2000/01, e seu decréscimo ocorreu nos dois tipos de família analisados com filhos.

Tabela 2
Número Médio de Filhos das Famílias com Filhos e Percentual das
Famílias com Filhos Residentes até 9 anos, segundo Tipos
Região Metropolitana de São Paulo
1988/89-2000/01

Fonte: SEP. Convênio SEADE – DIEESE. Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED.
(1) Incluem-se as famílias cuja idade da cônjuge ou da chefe não foi declarada.
Nota: Exclusive as famílias com outro tipo de arranjo familiar.

Essa redução refletiu no aumento da proporção de cônjuges e chefias femininas com apenas um filho e diminuição da parcela com três filhos ou mais. Destaca-se, por fase de vida, que 45,8% das cônjuges jovens tinham um filho, em 2000/01, percentual superior ao observado em 1988/89 (34,7%), enquanto, entre as adultas, houve redução na proporção daquelas com três filhos ou mais (que passou de 51,4% para 34,4%).

O decréscimo no número de filhos foi acompanhado pela diminuição do percentual de famílias cujo filho mais jovem tinha até nove anos, de 62,2% para 47,5%. Esse movimento foi verificado tanto para as cônjuges nos casais com filhos como para as famílias monoparentais com chefia feminina, pois a proporção de filhos caçulas com até nove anos passou de 68,5% para 54,3%, no primeiro caso, e de 30,5% para 26,2%, no segundo14.

Vale destacar que a ampliação da chefia feminina foi outra alteração importante no perfil dessas famílias. No caso dos casais sem filhos, a proporção de chefes mulheres era de 1,2%, em 1988/89, e de 2,8%, em 2000/01 e, entre aqueles com filhos, passou de 0,4% para 2,0%, no mesmo período. Ainda assim, a chefia masculina nos casais continua predominante, correspondendo a 98,0% e 97,2%, com e sem filhos, respectivamente, em 2000/01.

A presença de mulheres chefes nas famílias monoparentais com ou sem parentes também é crescente no período, passando de 86,2% para 89,1% do total dessas famílias. Destaca-se que entre as monoparentais, 10,9% eram chefiadas por homens em 2000/01.

Apenas nas famílias unipessoais observa-se redução na proporção de chefia feminina (de 54,9% para 52,6%, no período), porém, as mulheres continuam majoritárias nesse tipo de arranjo familiar.


11Considerando aquelas com parentes, também observa-se decréscimo (de 8,8% para 6,8%).

12Vale ressaltar, novamente, que para todas as famílias, exceto as de chefia feminina sem filhos ou unipessoal, foram considerados outros parentes que residissem no domicílio. Essa opção é importante no momento em que se analisa a constituição da renda familiar, embora não se esteja levando em consideração a possível ajuda, importante também, desses outros parentes no cuidado da casa e dos filhos para que a mulher possa exercer uma atividade remunerada.

13Para o cálculo do número médio de filhos foram consideradas somente as famílias com filhos residentes, estando excluídos, portanto, os casos das famílias sem filhos.

14Como mostra Cunha (1999, p. 120) "a população brasileira sofreu uma sensível alteração em sua estrutura etária nas últimas décadas, o que implicou uma progressiva redução do peso relativo das crianças menores de 10 anos e os conseqüentes ganhos de adultos e, principalmente, pessoas idosas (o que se conhece como processo de envelhecimento da população)". Ver também Carvalho (1993) e Fundap (1991).A diminuição da parcela de filhos com até nove anos decorre do declínio da taxa de fecundidade, que significa a redução do número de filhos por mulher. Dessa forma, os filhos mais velhos passam a ter maior participação no total de filhos e na idade média desses.Vale lembrar que, nesse tipo de arranjo, foi considerada a presença de outros parentes, que, no entanto, não é preponderante, representando cerca de 13% dessas famílias.


 
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