Mulher e Trabalho

BOLETIM EM PDF ANEXO ESTATÍSTICO 
Boletim No. 18 - Março 2008

O Mercado de Trabalho Feminino na Região Metropolitana de São Paulo em 2007

Tema(s):  RMSP

Resumo:

Embora permaneça elevada, a participação das mulheres no mercado de trabalho, na Região Metropolitana de São Paulo, diminuiu ligeiramente em 2007, após dois anos de estabilidade. É a primeira vez, desde 1995, que a taxa de participação feminina decresce, ao passar de 55,4%, em 2006, para 55,1%, em 2007. Entre os homens, esse indicador praticamente não se alterou (de 71,3% para 71,4%).

Essa redução da presença das mulheres, em 2007, ocorreu em praticamente todos os grupos de idade e níveis de escolaridade, atingindo, particularmente, as filhas e as negras.

Para o conjunto dos homens, a taxa de participação pouco se alterou, encobrindo decréscimo entre os adolescentes e aumento para aqueles com 50 anos e mais.

A taxa de desemprego total feminina diminuiu pelo quarto ano consecutivo, ao passar de 18,6%, em 2006, para 17,8%, em 2007. A masculina, tal como ocorreu nos dois últimos anos, decresceu mais intensamente e chegou a 12,3%, fazendo com que a diferença relativa entre ambas chegasse ao valor máximo dos últimos 19 anos.

A redução da taxa de desemprego feminina refletiu o aumento do nível ocupacional das mulheres, aliado à sua saída do mercado de trabalho. Entre os homens, esse movimento deveu-se basicamente ao crescimento da ocupação, uma vez que a força de trabalho masculina praticamente não se alterou.

O crescimento do nível de ocupação entre as mulheres (1,5%) foi menor do que nos anos anteriores e do que o verificado entre os homens (3,0%), em 2007. Seu desempenho foi positivo apenas no Comércio e nos Serviços, enquanto para os homens houve elevação em todos os principais setores de atividade. Devido ao crescimento menos acentuado, a participação das mulheres no total de ocupados da região diminuiu
de 45,0%, em 2006, para 44,7%, em 2007.

O rendimento médio real por hora das mulheres ocupadas permaneceu praticamente inalterado em relação ao ano anterior (-0,2%) e passou a corresponder a R$ 5,42. Esse valor equivale a 77,9% do atribuído aos homens (R$ 6,96), que também se manteve relativamente estável (-0,5%).

O comportamento do rendimento médio real por hora feminino foi setorialmente diferenciado, com decréscimos na Indústria, no Comércio e nos Serviços, praticamente contrabalançados pelo aumento nos Serviços Domésticos. Distinguindo-se por tipo de inserção ocupacional, o rendimento médio real por hora das mulheres diminuiu para as que possuem carteira de trabalho assinada no setor privado e aumentou para as assalariadas no setor público e para as trabalhadoras autônomas.