Mulher e Trabalho

BOLETIM EM PDF ANEXO ESTATÍSTICO 
Boletim No. 16 - Março 2006

O Mercado de Trabalho Feminino na Região Metropolitana de São Paulo em 2005

Tema(s):  RMSP

Resumo:

Após longo período de crescimento, a proporção de mulheres que participam do mercado de trabalho na Região Metropolitana de São Paulo permaneceu estável em 2005 (55,5%), embora no maior patamar desde 1985. Já entre os homens, manteve-se a tendência de redução desse indicador, ao passar de 73,0%, em 2004, para 72,4%, em 2005. A diferença de participação entre os sexos é a menor da série da pesquisa.

No ano em análise, aumentou a presença de mulheres de 25 a 49 anos e negras e, entre os homens, saíram do mercado de trabalho, principalmente, adultos, chefes de domicílio e negros.

A taxa de desemprego total das mulheres, entre 2004 e 2005, diminuiu de 21,5% para 19,7% da População Economicamente Ativa feminina (PEA). Entre os homens, o decréscimo foi mais intenso: passou de 16,3% para 14,4%, ampliando a diferença entre as taxas de desemprego de mulheres e homens.

A redução da taxa de desemprego total entre as mulheres decorreu do aumento de seu nível ocupacional, uma vez que sua presença no mercado de trabalho manteve-se estável. No caso dos homens, frente à redução de sua taxa de participação, a diminuição do desemprego refletiu o crescimento da ocupação aliado à saída do mercado de trabalho.

O crescimento da ocupação entre as mulheres (4,2%) refletiu o desempenho positivo de todos os setores de atividade analisados, com destaque para o industrial, cuja variação foi de 8,8%, em 2005. Para os homens, o aumento do nível de ocupação (2,4%) também foi setorialmente generalizado, mas com intensidade muito inferior ao observado entre as mulheres. Na Indústria, por exemplo – setor em que o crescimento do número de ocupações masculinas foi mais intenso –, a taxa de crescimento correspondente foi de 3,7%. Como resultado desses ritmos diferenciados de geração de ocupa- ções por sexo, tem-se que, do saldo de postos de trabalho criados em 2005, na RMSP, 60,4% foram ocupados pelas mulheres.

Em contraste com o bom desempenho do nível de ocupação feminina, em 2005, observou-se que o rendimento médio por hora das mulheres ocupadas diminuiu 2,1%, enquanto o dos homens aumentou ligeiramente (0,7%). Com isso, o valor recebido pelas mulheres (R$ 4,87) passou a corresponder a 75,6% do recebido pelos homens (R$ 6,44).

Tal comportamento dos rendimentos médios horários é reflexo das características dos postos de trabalho em que boa parte das mulheres se inseriram, em 2005.