Mulher e Trabalho

BOLETIM EM PDF ANEXO ESTATÍSTICO 
Boletim No. 12 - Março 2004

O Mercado de Trabalho Feminino na Região Metropolitana de São Paulo em 2003

Tema(s):  RMSP

Resumo:

A taxa de participação das mulheres que residem na Região Metropolitana de São Paulo manteve crescimento, alcançando 55,1% em 2003, o maior patamar para o segmento desde 1985. Já entre os homens, essa taxa diminuiu para 73,0%.

A taxa de desemprego das mulheres aumentou de 22,2%, em 2002, para 23,1% da População Economicamente Ativa feminina (PEA) em 2003. Esse crescimento (4,1%), semelhante ao verificado para os homens (4,9%), tornou a taxa feminina no ano em análise a maior da série da pesquisa e, a dos homens (17,2% da PEA masculina), a segunda mais elevada.

O aumento da taxa de desemprego feminina deveu-se ao fraco desempenho do nível ocupacional, que gerou ocupações em número insuficiente para incorporar as mulheres que passaram a fazer parte da força de trabalho em 2003. Entre os homens, o comportamento foi mais desfavorável, visto que houve decréscimo do nível ocupacional.

A criação de ocupações entre as mulheres (1,9%) foi verificada no Comércio (5,1%), nos Serviços Domésticos (3,5%) e nos Serviços (1,6%) e, segundo a posição ocupacional, principalmente entre as assalariadas com carteira assinada no setor privado, assalariadas no setor público e trabalhadoras autônomas para empresas. O pequeno declínio do nível de ocupação dos homens (0,7%) decorreu do comportamento
negativo em praticamente todos os setores de atividade econômica analisados e especialmente entre os assalariados sem carteira de trabalho assinada no setor privado.

Em 2003, o rendimento médio por hora trabalhada das mulheres ocupadas na RMSP manteve-se em decréscimo pelo sexto ano consecutivo, passando a equivaler a R$ 4,30. Esse valor corresponde a 78,6% daquele recebido pelos homens (R$ 5,47), interrompendo a tendência de aproximação desses valores observada nos anos anteriores.

Na distribuição da massa de rendimento familiar, que apresentou redução similar à observada para os rendimentos por hora, a contribuição do rendimento das cônjuges aumentou, enquanto a dos filhos decresceu e a dos chefes permaneceu estável.

Considerada a raça/cor dos indivíduos na análise de gênero, as reduções do rendimento por hora, embora tenham ocorrido para a maioria dos segmentos populacionais analisados, foram mais intensas para os negros: 7,2% para as mulheres e 11,4% para os homens, enquanto para os não-negros as reduções corresponderam a 5,1% entre as mulheres e 2,9% entre os homens.

 


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