Ensaio & Conjuntura
Demografia

Análise espacial dos óbitos infantis na Região Metropolitana de São Paulo: associação com aglomerados habitacionais subnormais

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Mesmo com a acentuada queda da mortalidade infantil registrada nos últimos anos em praticamente todas as áreas do mundo, este indicador mantém sua importância para avaliar as condições de vida de uma população e o seu acesso aos serviços de saúde. Além disso, vale lembrar que diferenças acentuadas sempre existirão entre regiões diversas. Atualmente, os óbitos infantis concentram-se nos primeiros dias de vida, mas em algumas áreas com taxas mais elevadas, sua participação no período pós-neonatal – 28 dias e mais – ainda se mostra considerável. No caso do Estado de São Paulo, cerca de metade dos óbitos infantis tem ocorrido no denominado período neonatal precoce – até uma semana de vida – e um terço no pós-neonatal.

Os índices de 2015-2016, registrados no Estado, foram os menores já observados, ficando em torno de 10,8 óbitos infantis por mil nascidos vivos, o que é um fato muito positivo, uma vez que se encontra entre os menores do país. Por outro lado, a sua redução vai se tornando cada vez mais difícil posto que a eliminação das principais causas de morte depende de recursos mais especializados ou atuações mais eficazes em áreas com níveis ainda mais elevados. Diferenças importantes ainda são observadas nessas taxas e se tornam mais acentuadas nas regiões menores.


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